sexta-feira, 24 de julho de 2009

DE REGRESSO AO NINHO

tens olhos esverdeados

cabelo alourado

dentes de fera pronta a comer

seios alongados quanto basta

pernas e coxas torneadas no olimpo por hades

dedos de ladra com toque mágico

terça-feira, 14 de julho de 2009

A MEIO DA SEMANA

Bom-dia Pedro! Um cafézinho prá acordar.
-É prá já.
Café curto e aromático, especialidade da casa e de Portugal.
Toma-o de uma só golada e magia, desperto para o resto do dia, que vai ser longo, o trabalho chama por mim, e hoje, terça-feira, é daqueles dias que são para esquecer, entro cedo e saio tarde.
Pego no computador a tiracolo e os livros debaixo do braço e lá me dirijo para a escola a passo acelerado pois está na hora de entrar.
E Aldina que tem espírito de poeta vai escrevendo poemas no seu caderninho. E parece contágio a minha veia de poeta veio ao de cima e poetizei na memória do reset:
Poemas de vida e esperança
andas sozinha na aventura
à espera duma dança
lá fora é vida dura
e na ponta do lápis
está a tua liberdade de sonhar
rabiscos e ideias, infinito
cabe tudo no teu coração
lábios
seios
cochas
bamboleiam um ardor
de um amor
andas sozinha na aventura
á procura duma prisão
-é da idade
-é das hormonas
não senhor,
isso é apenas,
amor.
Quem te disse a ti sapateiro que sabias tocar rabecão. Bonita maneira de começar o dia.
Encher a mente de coisas belas, hoje a matéria escolar vai sair bem. Julguei eu.
E rodinhas estaria já em Moncorvo! Espero que sim pela sua própria segurança.
O dia prometia, tudo corria às mil maravilhas. Acordei ao toque do telemóvel e do outro lado uma voz melaça fazia maravilhas ao meu ego.
Helena, só de pensar fico electrizado, dizia-me coisas do arco e da velha, deixei-me ficar entre lençois e quando dei por ela estava na hora, que pena, o mundo tinha parado por momentos, era bom era. Entrei rapidamente na sala de aula, tudo planificado ao milimetro, mas a minha disposição deitou tudo a perder e entrei nos pormenores da História que aquelas almas absorviam tudo até ao mais ínfimo pormenor. E a curiosidade dos pequenos não tinha fim. Tocou e a matéria planificada, quase nada, mas o que interessa é o interesse pela História.
Será que a História do rodinhas tem pormenores, espero que sim pela felicidade do mesmo, pois os últimos tempos têm sido um pesadelo.
12

sábado, 11 de julho de 2009

TEORIAS E TEORIAS

Ao entrar no restaurante o balcão encontrava-se cheio de gente, com as goelas secas de tanto gritar.
Ninguém deu pela minha entrada e eu sento-me na mesa que habitualmente me sento, junto ao balcão de onde ouço todas as conversas do balcão e passo a transcrever.
Do Chico " Não me parece o modo de actuar dum bêbado, pois eu também gosto da pinga, e por vezes tropeço em tudo em casa e força? Viste-a! Nada. A minha cabeça está tão pesada que por vezes nem a cama encontro. Isto é obra de gente fina. Pedro mais uma taça de tinto"
Pedia o Chico ao Pedro uma taça dum tinto que lhe fazia esquecer as amarguras da vida.
Do Beto-rapaz esperto, apenas para aquilo que queria-"Esses marginais são espertos! Para roubar até matam. Para esses a pena de morte é pouco! Deviam sofrer como as suas vítimas. Isto parece uma maldição. A gente já não pode dormir sossegada. Antes deixava a porta aberta, hoje nem pensar! Esses drogaditos deram cabo do nosso sossego!"-sentenciou.
Da Dona Alzira- dona de casa nas horas vagas-"Deixem os pobres sossegados. Já morrem aos bocados pela vida que levam. Que vício haviam de arranjar, destroem-se a si mesmos e à familia. Que sina"
Do Magno o jardineiro-" Ervas daninhas, quanto mais se arrancam mais aparecem, é uma praga.
Mas devem ser tratados, pois fazem parte do nosso jardim. Outras flores do jardim também o estragam e fazem parte".
Do Pedro-" Em Lisboa isso é mato, transformam a sociedade, mas têm direito à vida".
Do professor- " É a vida"
11

QUARTEL SITIADO

Após o fim das aulas naquele dia dirigi-me ao quartel, que estava em estado de sítio, populares que cercavam o quartel exigindo a cabeça do rodinhas.
Sem resposta, abandonariam aos poucos e poucos o local, a febre de massas, acho eu.
Os soldados da GNR faziam uma guarda de honra, protegendo a vida de rodinhas, será que estas pessoas não pensam? O perfil de rodinhas não encaixava no crime, o local estava tão limpinho, e mesmo que fosse o rodinhas o local estaria revirado do avesso, pois o móbil do crime seriam os objectos de valor e o dinheiro- coisas que não despareceram- para o consumo diário.
O Sargento, de vez em quando aparecia à porta para acalmar os ânimos e pedir aos populares que fossem para casa.
Vozes de polícia não chegam ao céu, perante tal irracionalidade, gente pacífica que em momentos destes se transfiguram e os seus instintos mais animalescos e irracionais se mostram.
O suspeito, seria transferido à noite para Moncorvo, para segurança do mesmo.
Moncorvo, vila vizinha, era conhecida por

Torre de Moncorvo 
Torre de Moncorvo (muitas vezes chamado simplesmente de Moncorvo), é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Douro.

É sede de um município com 532,77 km² de área e 9 919 habitantes (2001), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Vila Flor, Alfândega da Fé e Mogadouro, a sueste por Freixo de Espada à Cinta, a sudoeste por Vila Nova de Foz Côa e a oeste por Carrazeda de Ansiães.
O concelho recebeu foral de D. Sancho II em 1225.
Com uma forte componente desportiva, com uma igreja das mais bonitas de Portugal com a famosa figueira na sua fachada.A sua construção iniciou-se na primeira metade do séc. XVI, levando cerca de um século a ser construída.
É de salientar, na fachada o belo pórtico em estilo renascença. No interior destaca-se o trabalho de cantaria, imaginária e os retábulos.
Está classificada como Monumento Nacional por Decreto n.º 16/6/1910.


Torre de Moncorvo teria nascido de uma remota Vila da Alta Idade Média, que em antigos documentos vem designada Vila Velha de Santa Cruz da Vilariça, situada no topo da margem direita do Rio Sabor e nas proximidades do núcleo de vida pré-histórica do Baldoeiro.
Segundo a tradição, os habitantes desta povoação, devido à insalubridade do local muito sujeito às emanações palustres e, talvez, também, em consequência dos estragos sofridos com as Razias Mouriscas tão frequentes na época abandonaram-na deslocando-se para o ponto mais arejado no sopé da Serra do Roboredo. De qualquer maneira, a ter-se dado o abandono da Vila de Santa Cruz da Vilariça, este ter-se-ia processado nos fins do séc. XIII. No principio desse século existia ainda a Vila de Santa Cruz da Vilariça e dava sinais de relativa vitalidade, pois recebeu de D. Sancho II, em 1225, uma carta foral que lhe concedia importantes isenções e regalias fiscais e penais.
Quanto à origem do topónimo de Torre de Moncorvo, segundo as Memórias Paroquiais de 1978, " hé tradição que se mudava da Villa de Santa Cruz pela multidão de formigas, que não só faziam dano considerável em todos os viveres, mas aos mesmos viventes lhe cauzavão notável opressão, e resolvendo-se a evitar estes incomodos forão para o pé do Monte Reboredo aonde havia uns cazaes de que era senhor um homem chamado Mendo, o qual dizem que na sua casa tinha uma torre e domesticando nela um corvo. Crescendo depois a povoação e tendo o foral de Villa lhe chamarão de Villa de Mendo do Corvo, que com fácil corrupção se continuou a chamar a Villa de Moncorvo".
Seja como for, o certo é que só a partir do tempo de D. Dinis, no pensar do erudito padre Francisco Manuel Alves, Moncorvo adquire "o seu incremento". Este Rei concede-lhe foral em 12 de Abril de 1285 passando então o concelho a ter nova sede e nova designação que seria o Concelho de TORRE DE MONCORVO.
Em 1372 D. Fernando considera Moncorvo como uma vila das melhores de "Tralus Montes" e atendendo à valentia dos seus moradores, demonstrada nas guerras com os castelhanos, dá-lhe como termo as vilas de Vilarinho da Castanheira e a de Mós.
D. Manuel I, a 4 de Maio de 1512, concede a Moncorvo novo foral depois de visto o foral da dita vila dado por el-rei D. Dinis. Entretanto ao mesmo tempo do foral começa a erguer-se o padrão manuelino da Igreja Matriz, já extra-muros, dominadora e acolhedora e o casario acantoa-se à sua volta.
Segundo Duarte Nunes de Leão em 1609, Torre de Moncorvo era uma das grandes correições em que se dividia judicialmente o País. Estava a par de correições tais como Miranda, Vila Real e Coimbra de grande extensão e relevo.
Isto é Moncorvo e em Alfândega a noite ia surgindo rapidamente e as pessoas iam abandonando o cerco ao quartel. Eu preparava-me para ir jantar ao Trovisco. Que de certeza o tópico de conversas seria a detenção do rodinhas e o comportamento da população e as peripécias do dia.
O meu estomago obrigou os meus passos a tomar a direcção do restaurante de forma acelerada.
10

segunda-feira, 6 de julho de 2009

ENSINAR E APRENDER A APRENDER

Hereditariedade versus meio, dictomia dificil de separar um do outro ou complementares, tarefa para os eruditos que ainda não chegaram a nenhuma conclusão.
Acho eu que eles já vêm formatados e depois o meio envolvente é que vai ser o factor decisivo.
O Homem veio a este mundo para ser feliz.
Mas este mundo cheio de vicissitudes e antagonismos, desejos e traumas vai moldando o homem e a mulher no bem e no mal e esta sociedade recolhe o que semeia.
Este meio rural com bons princípios e ar puro vai construindo os seus filhos de forma saudável fisicamente e intelectualmente, por vezes afunilando a compreensão do mundo e das coisas, pois o espaço de vivências é muito reduzido e os contactos sociais escassos.
Mas mesmo assim vão crescendo, e os pais vão aconselhando e agora nos dias de hoje quase se tornam uma autoridade ausente, consequência desta sociedade capitalista e liberal.
Trabalhar de sol a sol e a televisão em casa vai educando o pequeno, que vai consumindo tudo e ninguém lhe filtra a informação. Resultado uma catástrofe.
E chegam à escola onde tudo lhes será dado, o conhecimento e o filho um dia será doutor ou alguém.
Sem esforço, estudar custa mas a recompensa é enorme.
Nesta sociedade que é uma "selva" ou aceita e endeusa os seus expoentes máximos e esquece e manda para a fossa aqueles que não produzem.
É esta cega sociedade que temos, e de quem será a culpa? A sociedade é feita de homens, mas homens de sucesso que de afecto e amor pouco sabem!
Dinheiro!Dinheiro! Tudo se reduz a isso, tudo se faz por isso e se necessário calcam-se os mais fracos! Será que não há um lugar ao sol para os utópicos? Esses são os novos loucos. Fracos! Claro que não apenas querem ser felizes. E não pedem nada em troca a não ser que os outros sejam felizes e se faça um contágio.
E estava numa sala, com vinte pequenos ávidos de conhecimento ou de forma distraída falando com os colegas. Uma voz de espanto e meio minuto de silêncio. A matéria decorria de forma fluída e no fim tarefa cumprida! Quem sabe! Só o saberemos a longo prazo.

9

COMEÇAR O DIA NA ESCOLA

Outra vez em falta. Se isto se torna num hábito, os crimes não compensarão. Espero ser regular, espero, mas...
-Igor! Igor! - alguém me chamava perto do portão da Escola.
Não conseguia distinguir quem era, pois havia um magote de alunos junto ao portão, a pôr em dia as novidades.
Enfim, consegui ver quem me chamava, era o meu colega Octávio, professor de Matemática, de pequena estatura era por isso que se tornava difícil vê-lo.
-Então, já sabes as últimas. Prenderam o rodinhas. Coitado dele! Não chega direito ao quartel. Que mentalidades!
-É isso - concordei eu - mentalidades.
- Coisa de incivilizados, as pessoas em multidão ficam umas bestas.
-Psicologia de massas.
-Só isso não explica tudo -explica-me - também é do atraso intelectual e disto ser uma vila pequena ou uma aldeia grande é ainda muito rural e o povo resolve as coisas pelas suas mãos.
Estamos em Trás-os-montes, os transmontanos são boa gente e por vezes passam-se.
-A esta hora quem se está a passar é o rodinhas, nunca pensou estar nestes sarilhos, e o Sargento deve estar aflitíssimo.
- Não queria estar na pele dele! Referiu Octávio, com uma descompressão pessoal.
-Nem eu! Mas é o trabalho dele. Tem que o fazer bem, nem que dispare para o ar.
Isto hoje até parecia o Faraoeste, terra sem lei.
- Tantos índios e cowboys. Quem era quem? Esta história não vai acabar bem!
- No fim ainda nos vamos rir de tanta estupidez.
-Já tocou vamos indo senão levamos com o carimbo!
- Esta ministra só fez asneira. A culpa não é dela é de quem a deixa fazer tanta asneira! É o primeiro - observei.
E lá percorremos o caminho para a sala dos professores, onde levantamos o livro de ponto. O dia ia ser longo, uns a ensinar outros a aprender.
8

sábado, 4 de julho de 2009

DIA DE NOVAS SURPRESAS

Acordei com um reboliço na rua, uma multidão enfurecida queria matar alguém mesmo ali na rua.
Soou um tiro e fez-se silêncio momentaneamente, mas foi sol de pouca dura, logo refeitos do susto a multidão tentava sacar um homem das mãos dos GNR.
Do cimo da minha varanda observa esta cena degradante da justiça popular.
Quem seria o desgraçado que tinha sido apanhado.
Vesti-me rapidamente e saí para a rua para me inteirar da situação.
Quem é- perguntei eu.
-É o rodinhas, é o rodinas. Apanharam-no e eu que bem que desconfiava dele. Alguém comentou.
E eu fiquei pensando como é que um desgraçado, drogadito, e marginal nas horas vagas, teria tanto engenho para eliminar seis pessoas de forma tão metódica e fria, sem sangue, sem desarrumação.
Enfim, o espectáculo seguia rua abaixo. Será que ele chegaria vivo ao quartel. O meu amigo Sargento ia ter um dia atarefado. E eu dirigi-me no sentido contrário em direcção à escola.

7

sexta-feira, 3 de julho de 2009

DESCULPEM QUALQUER COISINHA

Hoje estou a escrever de novo, e desculpem caros leitores, pela minha falta, mas outros valores se levantaram, e me obrigaram a fazer esta pequena pausa.

Voltando ao bar.

Perdemos o jogo e tivemos que pagar a despesa- que é o café ou a mini ou o copo de vinho que consumiram durante o jogo. Barato.

- Então nada de novo no quartel- pergunta o cliente bombeiro.

O cadáver estava limpinho, nada de sangue, a porta direita e as janelas fechadas.

A PJ estava intrigada, recolheu o que tina a recolher e depois deram-nos ordem para levar o morto para a morgue-acabou de descrever o bombeiro a sua aventura.

-Pois é meia-noite e boa-noite- despediu-se de forma a não dar corda ao bombeiro.

-Boa-noite disseram todos os clientes daquela hora no bar.

Retirei-me e atravesso o Jardim municipal para chegar a casa.

Não é que tenha medo da noite, mas atravesso-o rapidamente pois a noite está fria, quase chega aos zero grau.

6

quarta-feira, 1 de julho de 2009

NOVIDADES QUENTES E BOAS

O bar dos Bombeiros fica no próprio quartel dos mesmos, da Associação Voluntária dos Bombeiros de Alfândega da Fé.

Interior com cor dominante do vermelho e no centro uma lareira de calor com queima para espalhar o calor pelo bar todo, de inverno é o lugar ideal para se passar o serão, com todos os clientes à volta da mesma, já que ela é circular.

Um balcão grande a alongar-se pelo espaço longitudinal da sala, do outro lado uns sofás para casais se sentirem à vontada.

No fim da sala uma divisória de vidro para separar a zona de bar da zona de jogo, com um bilhar.

Na zona de fora uma esplanada, muito frequentada nos verões, que são quentes e secos, com vista sobre uma parte da vila.

Os jogos de dominó, de damas; encontram-se em cima das mesas da sala de jogo. O Sargento e dois colegas professores encontram-se numa das mesas de dominó e aguardam um parceiro, que por acaso sou eu, pois não se encontrava mais ninguèm aquela hora, estavam para chegar. Tomo o café e sento-me à mesa e o jogo começa.

-Então Sargento, já está mais calmo- observei.

-Dias díficeis, está tudo um reboliço e aqueles PJ a fussar em tudo e eu e todos os meus homens feitos homens de recados, nem têm tempo para uma cervejinha!

- Realmente! Isso não se faz ao menino Jesus? Há que apagar a sede- sentenciou o meu colega Octávio, professor de Matemática e desespera enquanto não chega a reforma.

-Ainda acontece qualquer motim no quartel, os homens andam estafados-retorquiu o sargento,indignado.

-Enquanto não se resolverem as mortes, e espero que não haja mais nenhum morto, a terra já é pequena e por este andar desaparece- disse eu.

Pois e ainda não temos pistas nem indícios nem testemunhas, nada andamos às cegas! Espero que o laboratório nos dê pistas.

-O que pensam que está por detrás deste crime?-Perguntei.

-É política ou rabo de saias! Quem sabe. Mas já são muitas mortes para ser natural. Ajuste de contas! Acho eu- responde sentencialmente o Sargento.

Mas olha para o Jogo pois estamos a perder.

Sim era verdade mas com este tema não havia cabeça para se concentrar no jogo.

5

terça-feira, 30 de junho de 2009

A MINHA COZINHEIRA PRIVADA E O BAR DAS FEITICEIRAS

- Boa-noite, saudei as pessoas, ao entrar.
O Trovisco

O Trovisco é um antigo bar mas com uma nova roupagem elaborada por um artista da terra.
Acolhedor, moderno quanto baste, com um balcão vidrado, e uma sala no primeiro andar, com quadros originais e o trovisco desenhado numa das paredes laterais.
- Boa-noite- respondem da cozinha, Aldina está a preparar o jantar e não é que cheira bem.
Mulher de feições agradráveis, voz calma e mãos de fada, pois cozinha deliciosamente.
Pedro o seu homem, fanático do Belenenses e lisboeta de gema serve ao balcão, os vários bacos que se aviam antes de irem para casa.
-Então o que se come hoje.
- Sopa e frango frito-responde o Pedro, trata-o desta forma pois é da minha idade.
- Bem bom, pois tenho a barriga a dar horas- repliquei eu.
-Vá-se sentando que eu já o sirvo-anuiu Pedro.
Puxa da cadeira e lá me sento e vou sendo informado da carreira do Belenenses e os respectivos comentários da façanha diária e heróica.
- E o seu Espinho?-questiona-me Pedro
-É o maior do mundo e arredores respondo eu.
-E o Ara?
- Lá vai indo-respondo eu.
- Já o sirvo, o que bebe? Água- pergunta o Pedro
-É o costume!Água- respondi-lhe eu.
Pedro põe a mesa e a travessa já vem a caminho trazida pela mulher.
-Bom apetite-fala Aldina.
-Obrigado, isto cheira bem.-murmurei eu como agradecido.
Na hora do jantar a conversa não se tem, porque a fome é muita e tomo o café.
- Então já vai para os Bombeiros- pergunta Pedro.
- Já e hoje as notícias vão ser frescas por lá. Está lá o Sargento.
-Pois...pois, que mortes estranhas estas e ninguém faz nada. Isto até parece uma terra de loucos, seis mortes numa semana! Nem em Lisboa é tão violento-analisou Pedro.
-É verdade! Muita morte para esta pequena terra-retorqui-lhe eu- concordando em absoluto.
-É terrível!
-Sim é terrível-concordei.
-Bom, então boa-noite e até amanhã-despedi-me aceleradamente, e saí em passo acelerado em direcção ao meu Peugeot. E conduzi até aos Bombeiros onde já se encontrava o meu amigo Sargento.
4

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O MEU AMIGO EVARISTO: SARGENTO DA GNR

Entro no quartel, como alguém que não quer nada, apenas para cumprimentar o meu amigo sargento.

Lá dentro estavam atarefados com olhares de nada perceberem. A sexta morte numa semana, era coisa a mais, e os homens da PJ, entravam e saíam duma sala e o meu amigo sargento corria atrás deles, intrigado com as investigações e o aparato das mesmas.

O Sargento apenas perguntava:

- Será da mesma série de mortes, todos os dias aparecem um morto! Exclamava com um ar de aborrecido.

-Assim parece, meu Sargento, assim parece,-respondia-lhe secamente um dos investigadores-, assim parece.

O modus operandi é o mesmo. Mas vamos caçá-lo, esteja descansado.

- Descansado! era bom! Terra tão pequena como esta, e numa semana já houve mais mortes que no último século.-retorquiu-lhe o sargento, nada contente.

As chefias deviam estar a apertá-lo.

- Maldita a hora que eu concorri para aqui! Exclamava foribundo e só se acalmou quando me viu.

- Professor! Então tudo bem.

-Tudo bem, -respondi-lhe eu. Atarefado com as mortes? Perguntei de mansinho.

- Nada...nada, apenas um caso igual aos outros cincos. Isto está a tornar-se repetitivo e até parece que só temos isto. Mas logo estou nos bombeiros para me distrair disto. Até logo, agora não posso conversar- despediu-se e desapareceu num ápice por detrás duma porta.

Vim-me embora sem nenhuma informação, não faz mal nenhum, logo apanhava-o no bar dos bombeiros a jogar dominó, mais descontraído e de língua fácil.

A passos largos dirigi-me para o café Trovisco, a minha salvação gustativa, era a hora de jantar.

O Café Trovisco era um bar que servia de restaurante, tendo á sua frente uma mulher da Eucísia de nome Aldina, mãos de cozinheira e trato fácil.

3

domingo, 28 de junho de 2009

CAPITULO I: S.PEDRO: APRESENTAÇÃO DO HERÓI: IGOR DA SILVA


Acordar, ainda na memória estava fresco o caso, levanto-me sonolento e dirigi-mo para o lavatório, talvez a água me acorde totalmente. Água, dentífrico e estou pronto para ver as bandas que irão actuar na vila, pois é feriado.
Hoje é dia de celebrar o S. Pedro que era um apóstolo e o principal entre pares! fui investigar na net e tive as seguintes informações:

São Pedro
Pedro ( Século I a.C., Betsaida,Galiléia — cerca de 67d.C., Roma) foi um dos dozeapóstolos de Jesus Cristo, como está escrito noNovo Testamento e, mais especificamente, nos quatroEvangelhos. São Pedro foi o primeiro Bispo de Roma, sendo por isso, considerado o primeiro Papa pela Igreja Católica.
Antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão era pescador. Teria nascido e Betsaida e morava em Cafarnaum. Era filho de um homem chamado João.
Segundo o relato no Evangelho de São Lucas, Pedro teria conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão de gente que o queria ouvir. Pedro, que estava a lavar redes com São Tiago e João, seus sócios, concedeu-lhe o lugar na barca que foi afastada um pouco da margem.
No final da pregação, Jesus disse a Simão que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro disse-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia. O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase se afundava puxando os peixes. Numa atitude de humildade e espanto Pedro prostou-se perante Jesus e disse para que se afastasse dele, já que é um pecador. Jesus encorajou-o, então, a segui-lo, dizendo que o tornará "pescador de homens".
Nos Evangelhos o nome de Pedro sempre encabeça a lista dos discípulos de Jesus, o que na interpretação da Igreja Católica Romana deixa transparecer um lugar de primazia sobre o Colégio Apostólico. Não se descarta que Pedro, assim como seu irmãoAndré, antes de seguir Jesus, tenha sido discípulo de João Batista.
Outro dado interessante era a estreita amizade entre Pedro e João Evangelista, fato atestado em todos os evangelhos, como por exemplo, na Última Ceia, quando pergunta ao Mestre, através do Discípulo Amado, quem o haveria de trair ou quando ambos encontram o sepulcro de Cristo vazio no Domingo de Páscoa. Fato é que tal amizade perdurou até mesmo após a Ascensão de Jesus, como podemos constatar na cena da cura de um paralítico posto nas portas do Templo de Jerusalém.
Segundo a tradição defendida pela Igreja Católica Romana, o apóstolo Pedro, depois de ter exercido o episcopado em Antioquia, teria se tornado o primeiro Bispo de Roma. Segundo esta tradição, depois de solto da prisão em Jerusalém, o apóstolo teria viajado até Roma e aí permanecido até ser expulso com os judeus e cristãos peloimperador Cláudio, época em que haveria voltado a Jerusalém para participar da reunião de apóstolos sobre os rituais judeus no chamado Concílio de Jerusalém. A Bíblia atesta que após esta reunião, Pedro ficou em Antioquia (como o seu companheiro de ministério, Paulo, afirma em sua carta aos gálatas. A tradição da Igreja Católica Romana afirma que depois de passar por várias cidades, Pedro haveria sido martirizado em Roma entre 64 e 67 d.C.
É um dos santos populares, mais queridos dos pescadores, a minha terra é piscatória – Espinho -, a Nova Iorque portuguesa, pois tem as ruas por números, a minha fica na 14, acima da linha férrea que está soterrada e foi uma obra que beneficiou Espinho.
A minha mulher, Helena, duma terra vizinha, Granja é a terra dela, ficou em casa a fazer de secretária particular da minha investigação.
Estou, como podem calcular, colocado na Escola de Alfândega da Fé, e todos os fins-de-semana ou vou a Espinho, ou ela vem a Alfândega da Fé.
Coisa duma beleza celestial, cabelos russados, cara esbranquecida, dentes lindos, curvas perfeitas e um andar de embalo.
Carro nem ver, transporte preferido o Comboio. Do Pocinho até Espinho passando pelas vinhas do vinho do Porto e aquele rio Douro, serpenteando.
Eu de cabelo encaracolado feições normais e corpo mais ou menos enchido.
Tanta caracterização e ainda nada adiantei, pois tenho umas perguntas a fazer e recolha de informação é primordial.
Sons enchem a vila, e eu deixo-me distrair e aproveito o dia para apreciar boa música, esta banda de cá está apurada e eu tenho ouvido duro.
Dou por mim em frente do quartel da GNR, aproveito e vou contactar o sargento comandante do posto e meu amigo das noites de dominó no bar dos bombeiros.
2

O LIVRO


Estamos no ano de 2009, eu, Igor da Silva, professor de profissão e detective nas horas vagas, encontro-me numa encruzilhada na investigação. Seis mortes e nada que os relacione, acaso, mistério, como eu irei desenrascar-me deste imbróglio. Caro leitor, uma ajuda tua era bem-vinda, mas nada do que eu peço é possível, apenas eu é que posso desvendar a história, e tu acompanhar-me nesta senda pela verdade. Ficção ou não, apenas eu poderei apurar a verdade dos factos. Fica aqui um compromisso, entre eu e o caro leitor, que iremos levar à barra do tribunal os culpados!
Ou tentar, pois vários casos meus ficaram apenas na memória dos afectados.
Um quarto com arrumação pouco lógica, pois o tempo não é de limpezas, e o tempo não ajuda. Não vale a pena ser lógico em tempos de ilógica e a vila assim se comporta, deixa-me caro leitor, fazer as apresentações deste espaço físico e do seu tempo histórico, para melhor compreenderes o caso.
A Alfândega (da Fé) é um nome de origem árabe que a localidade deve ter adquirido entre os
séculos VIII-IX. É muito possível que já anteriormente ela existisse e a sua verdadeira origem tenha sido um povoamento castrejo, o que não será de admirar, até porque na área do concelho existem vestígios de povoamento romano e até anteriores.
A designação “da Fé” que se juntou ao nome original surge em data incerta, (mas já aparece no Foral de D. Dinis) seguramente por via popular e ligada à interessante lenda dos “Cavaleiros das Esporas Douradas”, que reflecte a bravura dos cristãos na luta contra o infiel, apoiados, na batalha decisiva de Chacim, por Nossa Senhora de Balsemão. Só é verdadeiramente reforçada em 1294, (8 de Maio) ano em que D. Dinis lhe concede carta de foral que, entre outros aspectos, define os primeiros limites geográficos do concelho. Um ano depois (17 de Setembro) o mesmo monarca concede-lhe carta de feira, do mesmo tipo da Covilhã, mas com a particularidade de obrigar que a referida feira se realizasse depois da de Mogadouro e antes da de Mirandela; a carta de feira foi novamente passada por D. João I, a 13 de Janeiro de 1401.
Foi ainda D. Dinis que em 1320 mandou reconstruir o seu castelo. A forma como Rui de Pina, na Crónica de Dinis, descreve esta reconstrução tem levantado algumas dúvidas de interpretação, uma vez que permite levantar a hipótese de a localidade árabe não se ter situado no local onde se encontra a actual Alfândega da Fé: “Ano de 1320. Povoou de novo e fez os castelos de Vinhais, Vila Flor, Alfândega, que mudou para o lugar onde agora está que se chamava antigamente cabeço de S. Miguel”.
Em 1385 D. João I obrigou os moradores de Alfândega da Fé a trabalhar na reconstrução dos muros de Torre de Moncorvo, talvez como “castigo” pelo facto de a vila ter tomado partido por Castela. Este seria também o primeiro monarca a passar por Alfândega da Fé, na viagem que no ano de 1396 o levou a Torre de Moncorvo e Bragança.
Outro dado relevante, ainda no século XV, é a criação, em 1498, da Misericórdia de Alfândega da Fé.
Em 1510 D. Manuel I lhe concedeu novo foral, que altera os limites geográficos do concelho medieval, aumentando-o em área. No século XVI a vila estava despovoada, não possuindo sequer uma centena de fogos, (entende-se assim a simplicidade na construção da Ermida de S. Sebastião, hoje capela com o mesmo nome) situação que pouco se alterou pelo menos até à primeira metade do século XVIII, uma vez que a sua população, na época, não ia ainda além dos 150 vizinhos.
Luís Álvares de Távora intitulava-se então senhor de Alfândega. É desse tempo a construção da ponte de Zacarias e seguramente o princípio do fim da povoação com o mesmo nome, a acreditar num documento do século XIX que refere a forma como a família dos Távora conseguiu os terrenos daquela zona. Dos Távora restam poucos elementos da sua presença no concelho: a casa que possuíam na vila foi sendo transformada com o passar dos anos e o que resta não revela grande traça arquitectónica, merecendo apenas registo aquilo que se supõe ser o campanário da capela, actualmente na Capela de S. Sebastião e o portal da entrada, também deslocado para uma casa particular; existe ainda um brasão picado (de Bispo) que pode ter pertencido à mesma família.
Pelo que se deduz da leitura de algumas passagens do Tombo dos Bens do Concelho (1766), o castelo da vila terá sido destruído entre os séculos XVII e XVIII, sendo a pedra (xisto), utilizada para construir habitações; restou aquilo que hoje se chama Torre do Relógio e que constitui o ex-líbris da localidade.
Politicamente, o século XIX teve momentos bastante importantes, alguns dos quais bem agitados. As primeiras Posturas Municipais são de 1838/39, em pleno período “Setembrista” e as de 1821 constituem um exaustivo trabalho jurídico digno de registo.
Logo em 1822 foi criada a Sociedade Patriótica, de inspiração liberal, mas as crises políticas do primeiro liberalismo, até à Regeneração, foram localmente lideradas pelo Morgado de Vilarelhos, Bacharel Francisco António Pereira de Lemos, que para além de ter sido Presidente da Câmara em vários mandatos foi deputado às Cortes. Era “Setembrista” convicto e dele ficaram algumas memórias que definem um carácter forte e influente, ao mesmo tempo que conseguia granjear apoios junto da população mais pobre do concelho. Um neto seu, Joaquim Cândido de Mendonça, seria mais tarde o fundador da primeira Comissão Municipal Republicana, em 1908; jovem ainda, a iniciar igualmente o conhecimento das leis lá por Coimbra, acabaria por não ver nascer a República.
Mas o século XIX escreveu também a página mais negra da história do concelho de Alfândega da Fé.
Depois de mais duas alterações dos limites do concelho, em 1852 e 1855 (esta última corresponde à situação actual), acabaria por ser extinto por decreto de 24 de Outubro de 1895, por razões meramente políticas e administrativas, como veio a provar-se.
A revolta da população foi generalizada e em alguns casos violenta. Vale a pena referir dois nomes que se destacaram na defesa da restauração do concelho: o Dr. Ricardo d’Almeida, natural de Vila Flor, mas a exercer medicina em Alfândega da Fé, que assinou um manifesto que foi um verdadeiro apelo à luta (reflectindo já algumas ideias republicanas que circulavam no concelho) e o Pe. Manuel Pessanha, que em 1897 publicou um livro intitulado “Alfândega da Fé” no qual, demonstrando a importância da história do município, denuncia as razões puramente políticas da sua extinção, reclamando do novo governo então formado, a sua restauração. Assim veio a acontecer, no dia 18 de Janeiro de 1898.
Mas a afronta não foi esquecida e essa é certamente a explicação para o rápido desenvolvimento e até organização dos ideais republicanos no concelho. E se o jovem Joaquim Mendonça não pôde assistir à proclamação da República na sua terra, o que aconteceu a 9 de Outubro de 1910, lá figura, no respectivo Auto, a assinatura do Dr. Ricardo d’Almeida, entre as de muitos outros que estiveram na primeira linha da luta pela restauração do concelho em 1895/98!
O concelho mantém hoje os mesmos limites, que vão da serra de Bornes até ao rio Sabor e do planalto de Castro Vicente até ao vale da Vilariça, num total de 310 quilómetros quadrados distribuídos por uma impressionante e surpreendente diversidade de paisagens e de micro-climas que permitem culturas agrícolas tão diferentes como a oliveira, a amendoeira, as cerejeiras, os cereais, a vinha e vários tipos de floresta, actividades que são servidas pelas barragens da Esteveinha, Salgueiro, Burga e Camba.
Do seu património histórico-cultural destacam-se a Pedra de Revides, o Solar de Vilarelhos, o Castro da Marruça e outros, a igreja de Sambade, a Capela de S. Bernardino, em Gebelim, a Torre do Relógio e algumas casas brasonadas, para além do Santuário Mariano de Cerejais, obra mais recente mas muito visitada.
No campo da ourivesaria religiosa existem várias peças de valor, já estudadas, merecendo especial referência a Cruz de Prata de Valverde, do século XVI.
O concelho dispõe hoje de boas condições de vida ao nível dos acessos, do abastecimento de água e da rede de saneamentos básicos, com praticamente toda a população servida com estes serviços, para além de importantes infra-estruturas melhoradas, ou de construção recente, como o Hospital-Centro de Saúde, o Lar e Infantário da Misericórdia, os Bombeiros Voluntários, a Zona Industrial, a Biblioteca Municipal e o Complexo Desportivo da ARA, o Mercado Municipal, a Estalagem da Serra de Bornes e o Parque de Usos Múltiplos.
A par da feira quinzenal, cuja existência resulta da antiga feira medieval, realiza-se a feira anual da Cereja, (durante a primeira quinzena de Junho) inserida no programa da festa com o mesmo nome e que actualmente constitui o mais importante cartaz turístico do concelho. Nem seria de esperar outra coisa na terra que tem um dos maiores cerejais da Europa e produz cereja da melhor qualidade. Mas em matéria de turismo não pode deixar de se referir a festa das Amendoeiras em Flor e a caça, bem como as inúmeras festas de Verão que se realizam em todo o concelho nos meses de Agosto e Setembro, com destaque para a festa do Mártir S. Sebastião, na vila.
Alfândega da Fé é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e sub-região do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 2 000 habitantes.
É sede de um município com 321,96 km² de área e 5 524 habitantes (2006) , subdividido em 20 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Macedo de Cavaleiros, a leste por Mogadouro, a sul por Torre de Moncorvo e a oeste por Vila Flor.
Apresentações feitas, eis o meio pelo qual viajaremos ao longo desta aventura. Espero que me corrijam sempre que meter o pé na argola (factos reais). Estamos no fim de Julho, mais própriamente, a 28 e amanhã será dia de S. Pedro, que terá aberto a porta da chuva hoje, pois o dia está muito escuro e barulhento, tal como a minha história.
1